Nasceu em Salvador, Bahia, no dia 04 de Fevereiro de 1948. Cursou por dois anos a Faculdade de Economia da UFBA e frequentou o curso de cinema organizado por Walter Silveira e Guido Araújo – teóricos pioneiros e grandes estimuladores do cinema baiano. No ano de 1968 estreou na direção com o curta-metragem em 16mm Doce Amargo (co-direção José Umberto), com o qual ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Festival JB Mesbla no Rio de Janeiro.

No ano seguinte, ainda residindo na Bahia, escreve e dirige seu primeiro longa-metragem, Meteorango Kid, o Herói Intergalático, logo tornando-se um dos principais representantes do chamado Cinema Marginal – movimento cinematográfico que despontava no cenário nacional como antítese do Cinema Novo. No V Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 1969, Meteorango conquista 3 importantes prêmios: Júri Popular, Prêmio Especial do Júri e Margarida de Prata, da CNBB (representando a OCIC – Office Catholic International du Cinèma).

Enquanto Meteorango fica retido na censura até o seu lançamento em 1972, André Luiz realiza em 1971 o curta-metragem A fonte, documentário sobre o escultor baiano Mário Cravo.


Em 1971 muda-se para o Rio de Janeiro. Em 1974/75 filma em Goiás, no Rio Araguaia, seu segundo longa metragem, A Lenda de Ubirajara, adaptação livre do clássico de José de Alencar. No VIII Festival de Brasília, em 1975, ganha os prêmios de Melhor Roteiro e Especial do Júri, e, também, o Coruja de Ouro de Melhor Fotografia e Cenografia (prêmio máximo da cinematografia brasileira da época).

Entre 1975 e 1977 mora fora do Brasil (Índia e Portugal) e no retorno realiza na Bahia vários curtas-metragens: Ladeiras de Salvador, Vaquejada, Dia de Iemanjá, É dois de julho e O Cristo de Vitória da Conquista.

Nos anos seguintes dedica-se à realização de vídeos-documentários, comerciais para televisão e, sobretudo, dedica-se à música, fazendo direção de shows e performances musicais. Como compositor lança 4 álbuns, sendo os mais destacados Mensagem e Mensagem 2, com a musicalização dos poemas de Fernando Pessoa. Atualmente finaliza o Projeto Mensagem, terceiro CD/DVD da trilogia Mensagem, de Fernando Pessoa.

Em 1991 muda-se para Brasília. Em 1994, após uma longa ausência de 20 anos da direção de longa-metragem, escreve e dirige Louco por Cinema. No XXVII Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 1994, ganha diversos prêmios, entre eles o de Melhor Filme e Melhor Diretor.

Além dos roteiros de seus próprios filmes, escreve, entre outros, os roteiros dos longas metragem Retrato Falado de Castro Alves (Silvio Tendler, 1999) e João Cândido – O Almirante Negro (Tânia Quaresma, 2008) e assina a trilha do filme Um certo Agostinho da Silva (João Rodrigo Silva, 2009).

Seus últimos documentários biográficos são A Nova Ciência – Amit Goswami, Agonia e Êstase – Edgar Navarro, O Cozinheiro do Tempo – Bené Fonteles e O Exu Iluminado –Mário Cravo.

A partir de 2007 passa a se dedicar à Musicoterapia e, trabalhando como co-terapeuta, vem realizando uma série de vídeos sobre o atendimento musicoterápico com crianças autistas.

Seu mais recente filme de longa metragem, ainda inédito, é o documentário/ficção Sagrado Segredo, em lançamento nas salas de cinema.